
A edição de 2025 decorreu ao longo do outono no Moviemento, em Kreuzberg, com sessões todas as segundas e quintas-feiras seguidas de conversas, de um copo de vinho do Porto e de um ou outro pastel de nata. Doze filmes abrangeram drama, documentário, animação e docuficção, de Portugal e do mundo de língua portuguesa em sentido mais amplo.

A noite de abertura definiu o tom com música ao vivo, um concerto de A Panda do Sol e Pól Silva que pôs a sala inteira a aquecer antes de as sessões começarem. A Panda do Sol trouxe a sua interpretação calorosa, com raízes em Berlim, do samba de raiz, entrelaçando chanson e percussão afro-brasileira, enquanto Pól Silva levou o pulso melódico da morna e da coladeira cabo-verdianas.

O programa abriu com Manga d'Terra, de Basil da Cunha, e incluiu Grand Tour, de Miguel Gomes, Banzo, de Margarida Cardoso, e Hanami, de Denise Fernandes, entre outros. Falcão Nhaga viajou para apresentar a sua curta Sabura, e Margarida Cardoso veio apresentar Banzo, o seu regresso à longa sombra do colonialismo. Muitos dos cineastas juntaram-se a nós na sala para conversar com o público depois de as luzes se acenderem.

Renée Nader Messora e João Salaviza trouxeram A Flor do Buriti, que corealizaram, levando as vozes do povo Krahô ao ecrã do Moviemento. Grand Tour chegou com Filipa Reis, da produção, e Raquel Freire veio apresentar Mulheres do Meu País.

Uma sessão especial assinalou o centenário do escritor José Cardoso Pires, com a projeção de Sombras Brancas apresentada em pessoa pela sua filha, Ana Cardoso Pires. João Miller Guerra e Filipa Reis vieram apresentar Légua, que corealizaram. Para encerrar, André Marques apresentou O Bêbado, mais um cineasta numa temporada construída em torno das conversas que se seguiram a cada sessão.











